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14jul14


Putin diz que expansão do Brics não está na pauta de discussão


A expansão do bloco formado por Brasil, Índia, Rússia, China e África do Sul (Brics) não deve ser examinada em termos práticos na 6 reunião de cúpula que ocorre amanhã (15), em Fortaleza. A informação é do presidente da Rússia, Vladimir Putin, em entrevista à agência de notícias russa Itar-Tass. Questionado se a Argentina poderia se tornar o sexto país do Brics, Putin disse que o assunto não está em pauta, mas é possível estabelecer uma parceria estratégica do grupo com o país, em aspectos políticos, econômicos e financeiros internacionais.

"A Rússia saúda a aspiração das autoridades argentinas a aproximar-se do Brics. No entanto, a questão da expansão do bloco não está sendo examinada em termos práticos. Primeiro é preciso ajustar os trabalhos de vários formatos de cooperação já existentes no âmbito da união", disse ele. Para Putin, no futuro provavelmente surgirá a questão da ampliação gradual.

A possível entrada da Argentina no Brics foi comentada hoje (14) pelo presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, durante reunião de empresários que antecede o encontro de cúpula do Brics. Para ele, a Argentina não se encaixa no conceito da formação do bloco. "Além de crescimento e desenvolvimento, o conceito envolve também segurança jurídica, o caminho para uma democracia plena, coisas que ao meu ver estão fora da entrada da Argentina neste momento", disse.

Para Vladimir Putin, é preciso aproveitar ao máximo o fator das economias nacionais complementares. Segundo ele, as oportunidades de cooperação do bloco são "enormes", pois, além do mercado com cerca de 3 bilhões de consumidores, os países do Brics têm recursos naturais e matérias-primas únicas, potencial tecnológico, financeiro e industrial significativo.

Putin destacou que a iniciativa de criar um Banco de Desenvolvimento do grupo tem por objetivo ampliar a cooperação entre os países. "Esperamos que no futuro próximo sejam acordados todos os assuntos pendentes e nós possamos usar o potencial do banco para realizar grandes projetos em nossos países". Sobre a formação de um fundo de reservas do bloco, Putin destacou que objetivo é que ele vire uma espécie de rede de segurança para responder aos desafios financeiros.

"Tanto o banco de desenvolvimento quanto o pool de reservas cambiais são os passos práticos dos nossos países dirigidos para fortalecer a arquitetura financeira internacional e atribuir a ela um caráter mais equilibrado e justo". O presidente também lembrou a formação, no ano passado, do Conselho Empresarial do Brics, por empresários dos cinco países, com o objetivo de identificar e remover barreiras que impedem a interação de negócios no âmbito dos cinco países.

Putin defende uma reforma do sistema monetário e financeiro internacional que, para ele, atualmente é injusto em relação ao bloco e às economias novas. "Temos que participar de forma mais ativa no sistema de decisões do FMI [Fundo Monetário Internacional] e do Banco Mundial. O próprio sistema monetário internacional depende muito da posição do dólar, ou melhor dizer da política monetária e financeira das autoridades norte-americanas. Os países do Brics querem mudar essa situação".

Mais um interesse comum dos cinco países, a longo prazo, é o reforço da primazia do direito internacional e do papel central da Organização das Nações Unidas (ONU) no sistema internacional. "Para ser sincero, sem posição intransigente da Rússia e da China no Conselho de Segurança da ONU sobre a Síria, a situação nesse país há um bom tempo estaria se desenvolvendo conforme o cenário da Líbia e do Iraque", enfatizou Putin.

Durante a reunião de cúpula, os chefes de Estado dos cinco países vão deliberar sobre a criação do novo Banco de Desenvolvimento do bloco, que financiará projetos de infraestrutura e de desenvolvimento sustentável. Também deve ser criado o Arranjo Contingente de Reservas - linha de defesa adicional para os países do bloco em cenários de dificuldade de balanço de pagamento. Em Brasília, na próxima quarta-feira (16), ocorrerá reunião de trabalho entre os mandatários dos países e chefes de Estado e de Governo da América do Sul.

[Fonte: Jornal do Brasil, Agência Brasil, 14jul14]

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